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Edmilson Correia

Doenças Reemergentes

Hoje mais do que nunca podemos constatar pelos nossos próprios olhos, o impacto que os nossos hábitos alimentares podem ter na vida da comunidade, e do mundo. Falamos hoje da emergência e reemergencia de um vírus que certamente vai mudar a história do mundo tal como a conhecemos. Antepassados conheceram pragas e maselas terríveis, assim como estamos hoje presenciando. Tudo isso nos prova, uma vez mais, o quanto Deus tinha, tem e sempre terá razão quanto a restrição de certos alimentos. A mais de uma década que vimos assunto do microrganismos pulando a barreira da espécie, tudo por culpa do apetite humano. Vale repensar a nossa dieta.

Siga as orientações na prevenção do Coronavírus

Primeiramente, gostaria de dizer-vos que não estamos perante uma doença nova, mas sim perante uma nova estirpe de um vírus que há muito se tem previsto.

Inclusive os cientistas chineses avisou que tal cenário poderia desencadear situações delicadas, tais como as que vivemos actualmente em Cabo Verde e no mundo.

Há vários anos foram identificados alguns coronavírus que provocaram surtos e infeções respiratórias graves em humanos, como a síndrome respiratória aguda grave (infeção provocada pelo coronavírus SARS-CoV), registada entre 2002-2003 e a síndrome respiratória do Médio Oriente (infeção provocada pelo coronavírus MERS-CoV), em 2012.

O que é  o SARS-COV-2 e o COVID-19?

SARS-CoV-2 é o nome da nova estirpe do coronavírus que foi detetado na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, no final de 2019, e que significa “síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”.

A COVID-19 é o nome atribuído pela OMS, a doença que é provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2. O nome é resultado da combinação das palavras“Corona”, “Vírus” e “Doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).

O que são os coronavírus?

São vírus que fazem parte da microbiota de certos animais e que podem causar infeções em humanos (zoonose). Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, assemelhando-se a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

Quais são os sinais e sintomas? Os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo COVID-19 são: febre, tosse, dificuldade respiratória (falta de ar). Também pode surgir dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e cansaço. Em casos mais graves, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte.

Qual é o tempo de incubação (período entre a exposição ao vírus e o aparecimento de sintomas)?

Atualmente é considerado de 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada.

Como tratar ou prevenir?

As doenças respiratórias são comuns durante o inverno, e atacam pessoas de todas as idades, mas os mais afetados são as crianças menores de cinco anos e os adultos maiores de 65, devido a um enfraquecimento do sistema imunológico.

A melhor forma de se prevenir é tomando a vacina. A vacinação é o principal controle da doença e, claro, de possíveis epidemias. Para quem convive ou trabalha em ambientes com grande número de pessoas é ainda mais importante a atitude preventiva.

O tratamento, sobretudo em casos de epidemias, passa pela vacinação.

Neste momento, há uma maratona entre as maiores firmas farmacêuticas pra conseguir uma vacina. Entretanto, sem querer vos desanimar, nos melhores dos casos, só no virar do ano estariam disponíveis globalmente. Por isso a melhor estratégia do momento passa pela prevenção e fortalecimento do sistema imunológico.

Para prevenir as gripes, bem como infecções respiratórias comuns nesse período, é importante fortalecer o sistema imunológico por meio de uma alimentação adequada, e consumo de muita água.

O alho, além dos seus usos culinários, é um poderoso remédio natural que tem sido utilizado ao longo da história por suas propriedades. Até o momento, foi comprovado que atua como um excelente estimulante e expectorante, bom para limpar as vias respiratórias obstruídas. Seu composto ativo, a alicina, tem um efeito anti-inflamatório que alivia a dor de garganta, a sinusite e outros sintomas que caracterizam os problemas pulmonares. Utilizado para tratar tosse, sintomas da gripe e outras mazelas pulmonares.

A N-acetilcisteína tem muitos usos além da construção muscular. Sua forma de uso mais comum é por via oral para gripes e outras condições desenvolvidas em decorrência do sistema imunológico baixo. N-acetilcisteína (NAC) é responsável por regular a produção de uma substancia importantíssima para o corpo humano que é a glutationa, conhecida como um dos nutrientes mais antioxidativo que existe. Logo, o corpo com os níveis altos de glutationa consegue lutar contra vírus e bactérias de forma muito mais eficaz. N-acetilcisteína pode ainda auxiliar em outros tratamentos já que aumenta o transporte e absorção de nutrientes de forma considerável, sendo um recurso muito utilizado por atletas e fisiculturistas, tanto para ganho de massa muscular quanto para o aumento do sistema imunológico.

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Edmilson Correia
Farmacêutico Bioquímico
Mestre em Microbiologia Médica
Doutorando em Microbiologia